A Secretaria de Estado de Saúde do Paraná (Sesa) confirmou nessa terça-feira (02), mais 15 novos casos de varíola dos macacos, a Monkeypox. São 14 novos casos em Curitiba e o primeiro fora da capital: em Maringá. Agora são 36 casos confirmados no Estado, sendo 34 homens e duas mulheres.
Dezessete casos são de pessoas com 30 a 39 anos, 15, de 20 a 29 anos, e quatro, de 40 a 49 anos. De acordo com o boletim, há ainda 42 casos suspeitos no Paraná e 32 foram descartados.
Há casos suspeitos em Araucária, Campina Grande do Sul, Itaperuçu, Castro, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Cascavel, Loanda, Mandaguaçu, Maringá, Nova Esperança, Jaguapitã, Sertanópolis, Sertaneja, Carlópolis, Guapirama.
Desde a semana passada, a Secretaria Municipal de Saúde reconhece a transmissão comunitária em Curitiba, quando declarou a transmissão comunitária do vírus da monkeypox no município.
“A transmissão comunitária é uma declaração técnica, da Epidemiologia, quando não é possível rastrear qual a origem da infecção de um ou mais casos, indicando que o vírus circula no munícipio, independentemente de viagem ou não”, explicou a secretária municipal da Saúde de Curitiba, Beatriz Battistella, no dia 28 de julho.
A secretária ressalta que a declaração de transmissão comunitária do monkeypox em Curitiba não é motivo para pânico. “Essa doença é o que chamamos de autolimitada, ou seja, resolve-se espontaneamente e tem um prognóstico muito benigno. Salvo raríssimas exceções, não há agravamento do paciente, bem diferente do que tínhamos com o coronavírus no início da pandemia da Covid-19”, afirma.
Neste momento, em relação à monkeypox, a SMS orienta maior atenção para pessoas que venham a apresentar na pele pústulas (bolinhas vermelhas com pus) após contato íntimo com alguém diagnosticado ou com suspeita para essa doença. Além das pústulas, deve se observar ocorrência de febre e gânglios inchados.
Pessoas com suspeita de monkeypox devem cumprir isolamento domiciliar. No atendimento médico, será fornecido inicialmente um atestado de dez dias ou até vir o resultado dos exames. Após a reavaliação médica e dos resultados, se for confirmada monkeypox, o período de isolamento deve durar até que todas as lesões estejam curadas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou mais de 7 mil registros em 60 países desde o início do surto, em maio. A Europa é o epicentro, com cerca de 80% das notificações. Até agora, foi registrada uma morte provocada pela doença no Brasil.
Uma das principais preocupações entre todos os profissionais da saúde é a falta de informações sobre a doença e o período prolongado em que ela continua transmissível. A subnotificação também preocupa, considerando que o processo de coleta, envio e análise das amostras é lento e sem controle entre os diferentes níveis da administração pública.
