A Câmara Municipal de Mandaguaçu elevou o tom contra a Companhia Paranaense de Energia (COPEL) nesta semana. Por meio de uma Nota de Repúdio, os vereadores manifestaram publicamente a insatisfação da Casa com as recorrentes interrupções no fornecimento de energia elétrica que têm atingido residências e comércios da cidade.
O documento destaca que as falhas — que variam de quedas prolongadas aos chamados “piscas-piscas” — ocorrem sem justificativa clara ou aviso prévio, gerando prejuízos acumulados para a população e para o setor produtivo local.
Prejuízos e Falta de Transparência
Segundo o Legislativo, a instabilidade no serviço não é apenas um incômodo técnico, mas um problema econômico e social. Entre os principais impactos citados na nota estão:
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Danos Materiais: Queima de eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos de moradores.
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Impacto no Comércio: Prejuízos financeiros para lojistas e empresários que dependem da rede para operar.
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Serviços Essenciais: Comprometimento de setores fundamentais que não podem sofrer interrupções.
"É inadmissível que um serviço essencial, pago mensalmente pela população, seja prestado de forma instável, falha e desrespeitosa", afirma um trecho do documento.
Cobrança por Providências
A Câmara Municipal reforça que energia elétrica é um direito do cidadão e não um favor prestado pela concessionária. A nota exige que a COPEL apresente:
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Esclarecimentos técnicos sobre as causas das quedas recorrentes.
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Melhorias urgentes na infraestrutura de distribuição do município.
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Cronograma de investimentos para evitar que o problema persista.
Próximos Passos
O Legislativo garantiu que continuará fiscalizando a situação de perto e que não aceitará a continuidade do descaso. A nota finaliza reiterando que Mandaguaçu exige "respeito, planejamento e transparência".
Até o fechamento desta matéria, a COPEL ainda não havia emitido um posicionamento oficial em resposta à nota da Câmara.
