Propaganda, a maior política do Governo do Paraná

Desde o início do Governo Ratinho Junior, em 2019, estou chamando atenção para o quanto ele é eficiente em propaganda, em marketing. Inclusive já era de se esperar, filho de um dos maiores comunicadores do país, também trabalhou na área de comunicação. Sem dúvidas, a publicidade é a política de maior efetividade, estruturação e interesse do Governo.

Nos últimos dias, temos visto na televisão um vídeo de propaganda institucional do Governo do Estado sobre o pedágio que não informa verdadeiramente os paranaenses. No vídeo, que busca, passar uma boa imagem sobre a condução do processo do novo pedágio do Paraná, não fala por exemplo que a proposta do Governo é acrescentar mais 15 praças de pedágio nas rodovias do estado.

Faltam informações para que as pessoas saibam realmente o que está em jogo pelos próximos 30 anos de suas vidas, que vai pautar inclusive as próximas gerações. Mas, a propaganda é assim mesmo, só aborda o que é interessante para o contratante. O problema é que quem paga essa propaganda que não expõe a realidade é o povo paranaense.

Aparentemente, o novo pedágio proposto pelo Governo parece ser positivo. Da forma como é apresentado, as pessoas naturalmente acreditam que é uma boa proposta. Porém, não evidencia que o novo contrato, se aprovado, será vigente pelos próximos 30 anos, nem mesmo que tem um degrau tarifário que fará as tarifas aumentarem e muito menos que a taxa de retorno para as concessionárias é o maior de todos os contratos fechados pelo Governo Federal nos últimos anos.

Do muito que tenho andando pelo estado, principalmente nas Audiências públicas pra falar e dialogar sobre o pedágio, acredito que a maioria da população paranaense não estaria de acordo com o projeto apresentado. Mas, o Governo gasta milhões para omitir ostensivamente as informações que a população tem o direito de conhecer.

Ou seja, a propaganda diz somente o que o anunciante quer. E é isso que se tornou o Governo do Paraná, um governo de propaganda, que busca poluir o entendimento das pessoas. E vale dizer, não é uma tática usada só no caso do pedágio, mas das vacinas também.

No dia 29 de março, o Governo anunciou o contrato de compra de 10 milhões de doses da vacina Sputnik V. Essas doses seriam importadas pelo Instituto Tecnológico do Paraná (Tecpar), assim que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizasse a utilização da vacina russa contra o coronavírus no Brasil.

Essa semana, a Anvisa autorizou a importação excepcional da vacina Sputnik V aos estados do Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Amapá, Paraíba e Goiás, mas o Paraná ficou de fora. Por quê? Será que é mais um caso só de propaganda? Infelizmente, parece que sim.

Tanto no caso do pedágio quanto no caso das vacinas, se os paranaenses tivessem acesso às informações reais, será que estariam calados até agora?

 

Crédito foto – Orlando Kissner

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