quarta-feira , 16 outubro 2019
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O ERRO DA TAXAÇÃO DAS GRANDES FORTUNAS



Itamar Flávio da Silveira*

“O lucro de ontem é o investimento de hoje e será o emprego de amanhã” Roberto Campos

Certa vez o bilionário americano, Warren Buffett, concedeu uma entrevista afirmando que apoiava o plano do presidente Barak Obama de aumentar a tributação sobre as grandes fortunas, como forma de equilibrar o caixa do Estado. A medida possibilitaria ao governo continuar com sua política intervencionista e de distribuição de renda. Argumentava o arquibilionário, de 84 anos, que ele e muito outros ricos éticos não se incomodariam em pagar mais impostos para o país ter estabilidade econômica.

O pronunciamento de Warren Buffett teve grade repercussão na imprensa mundial e, inclusive, no Brasil. Os comentaristas que, via-de-regra, são de esquerda, destacavam que a proposta política de taxação das grandes fortunas está correta e que consequentemente algo análogo deveria ser implantado no Brasil.

Vamos aos fatos. Pegando o caso do próprio Warren Buffett, que iniciou suas atividades como vendedor de jornal e se tornou um dos homens mais ricos do mundo, está demonstrado que dinheiro na suas mãos se multiplica. É um empreendedor com tino para negócios. Na multiplicação de sua riqueza ele gerou milhares de empregos, proporcionou que pessoas melhorassem o nível de vida e com seus investimentos em ações proporcionou o desenvolvimento de muitos produtos e serviços, tornando a vida de todos mais confortável.

O que pode significar, por exemplo, repassar mais dinheiro dos mais ricos para o governo? Significa tirar recursos das mãos daqueles que tem capacidade de multiplicar a riqueza para repassá-los para um governo perdulário, gastador e populista: é um desestímulo à economia. Significa que o governo aumentará sua intervenção na economia e terá mais recursos para dar prosseguimento em suas políticas estúpidas.

Onde está efetivamente o problema? Os doutores que instruem a opinião pública (ou publicada) são socialistas e não tem apreço pelo desenvolvimento da riqueza. Nossos formadores de opinião são titulados, mas são contaminados pelas tolas lições de Karl Marx. Acreditam que a solução dos problemas da sociedade reside em tirar dos ricos para dar aos pobres, quando, na verdade, a melhor forma de melhorar a vida dos pobres é deixar a fortuna nas mãos dos ricos para ser investida em novos negócios. Os ricos já repassam parte de sua riqueza ao Estado através do consumo, pagando impostos.

Mas por que defender que a fortuna dos ricos não sejam taxadas? Porque os pobres precisam deixar de serem pobres e isto só é possível com o desenvolvimento do capitalismo. É preciso dizer que nossos formadores de opinião não sabem o que é riqueza; nossos professores também não sabem o que é riqueza. Eles não entendem, por exemplo, que a fortuna do rico não fica armazenada no cofre e nem dorme embaixo do colchão. A fortuna está aplicada em imóveis, em empresas e ações de laboratórios de pesquisas médicas espalhados pelo mundo. O investimento está gerando riqueza para toda a sociedade e o rendimento deste investimento se transformará em novos investimentos, que por seu turno criará novos empregos, produzirá novos bens, serviços e medicamentos. Enfim, melhorará a qualidade de vida de toda a população, mas melhorará principalmente a vida dos mais pobres.

Aumentar a riqueza mundial significará que a vida será mais confortável, que poderá ter medicamentos eficazes para o tratamento de doenças neurodegenerativas, como o Mal de Alzheimer e Doença de Parkinson, por exemplo.

 

Itamar Flávio é professor aposentado do Departamento de História da UEM. Autor do livro “Golpe de 1964 – O que os livros de história não contaram”.

Sobre Fernando Razente

Atuante com comunicação e mídia, desempenhou-se na área administrativa do Jornal Noroeste e cursa História. É colunista, escritor de artigos de opinião e matérias jornalísticas.


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