sexta-feira , 15 novembro 2019
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Cadeirante de Mandaguaçu critica situação rotineira de veículos parados em vagas especiais



Fernando Razente

contato@mandaguacu.com.br

As calçadas sem acessibilidade e as vagas de carro ocupadas indevidamente estão se tornando o problema rotineiro de cadeirantes e pessoas portadoras de necessidades especiais, como Everton Alves Marques, morador de Mandaguaçu, do bairro Santa Rosa que é cadeirante há 3 anos e 1 mês,  devido a um envolvimento num acidente de trânsito entre moto e carreta.

Everton comunicou à redação do Portal de Mandaguaçu que sente uma grande falta de acessibilidade em vários locais de comércio, e também falou sobre sua dificudade em acessar os órgãos públicos, como a própria Prefeitura.

Ele nos disse também que UBS’s da rua São Pedro e a Central são locais em que tem dificuldade de entrar. Já em relação às vagas de carro, Everton comentou: “Em relação as vagas é horrível. Sempre há alguém usando as vagas indevidamente. Em começo de mês é pior ainda, das 4 vagas que eu mais preciso, as 4 estão ocupadas.

Perguntado sobre qual seria sua sugestão para solucionar o problema, Everton declarou que deve-se “melhorar a fiscalização com multa.” Segundo ele, “é o que prevê na legislação brasileira, porém nem a prefeitura nem a PM fazem adequadamente essa fiscalização.”

Na tarde de hoje (25), Everton precisou ir na UBS central para fazer um exame de raio X, porém a vaga para os portadores de necessidades especiais estava ocupada por uma Kombi de uma empresa.

O veículo não estava ocupando a vaga inteira, todavia o espaço que restava já impedia com que o carro de Everton coubesse: “Pelo fato do carro ser Sedan, a traseira dele ficaria no portão de uma residência. Eu perguntei para as pessoas que ali estavam para ver se eu encontrava o dono, mas ninguém sabia, aí eu liguei para a PM. Infelizemnte, mais de uma hora depois, ninguém havia passado no local para me ajudar.”

Como Everton precisava fazer o exame, encontrou uma vaga longe da UBS. Assim, teve que subir até a UBS esfroçando-se manualmente. Segundo ele nos disse, isso não o “matou”, mas teve que fazer isso por conta de uma clara, porém rotineira, violação dos seus direitos.

Everton, representando os cadeirantes, encerrou dizendo que é triste conviver com sua realidade de portador de necessidade especial, porém mais triste ainda “é lidar com a indiferença e falta de bom senso de cidadãos com essa atitude.”

Sobre Fernando Razente

Atuante com comunicação e mídia, desempenhou-se na área administrativa do Jornal Noroeste e cursa História. É colunista, escritor de artigos de opinião e matérias jornalísticas.


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